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Você sabe como funciona o controle de carga superficial em cosméticos capilares?


Cuidar dos cabelos sempre foi algo que os consumidores buscam. Homens e mulheres procuram cosméticos que melhorem o aspecto, tratem queda, promovam o crescimento. O cabelo é composto por proteínas, sendo que a queratina representa 65% do total e o restante é constituído por água, carboidratos, lipídios, minerais e vitaminas. A queratina é formada pela combinação de moléculas de aminoácidos agrupados em uma longa cadeia. As fibras queratínicas se localizam no córtex e são responsáveis por conferir ao cabelo resistência, consistência, elasticidade e forma [1].


A aparência do cabelo está vinculada ao estado da cutícula do fio e às condições do córtex. Quando a cutícula se apresenta danificada pelo rompimento das escamas, percebemos o cabelo áspero ao contato e sem brilho. Estes são os primeiros sinais de deterioração da estrutura do fio, portanto, cosméticos capilares devem ter boa permeação para apresentar resultados eficientes [1].


Para formular cosméticos para cabelo, é importante que você saiba como o controle da carga superficial e o tamanho das nanopartículas são fatores influentes na performance dos ingredientes ativos. Através de investigação científica e testes com produtos para cuidados capilares utilizando ativos da Nanovetores, evidenciou-se a importante função da carga superficial e do tamanho na aderência e permeação das nanopartículas às “superfícies corporais” (pele, cabelo, unhas).


A estabilidade dos ingredientes ativos, o tamanho da partícula, a carga superficial e a eficiência de carregamento das nanopartículas influenciam na performance da aplicação tópica de dermocosméticos [2].


O tamanho da partícula e sua carga superficial estão relacionadas com as propriedades físico-químicas dos ativos, sua permeação e biodistribuição [3]. “O tamanho e a distribuição de tamanhos são importantes parâmetros que controlam a superfície disponível para adesão e a uniformidade do produto final. A densidade de cargas na superfície das partículas relaciona-se com as possíveis interações entre o polímero e o ligante” [4], no caso de nanopartículas poliméricas na presença de tensoativos. Especificamente para identificar a carga superficial de uma partícula é utilizado o Potencial Zeta, uma ferramenta que mede a tendência das partículas se agregarem ou se repelirem e pode ajudar na determinação e no controle de estabilidade de uma suspensão de partículas.