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Problemas com formulação contendo óleos essenciais e vitaminas?

Formular cosméticos não é uma tarefa fácil. Chegar a um resultado desejável, cuja formulação seja aprovada pelos testes e obtenha-se um produto finalizado para industrialização demanda um longo tempo. Pensando nisso, a Nanovetores desenvolveu a tecnologia de encapsulação, a qual assegura que o ingrediente esteja de fato ativo, protegido nas nanopartículas e assim compatível com os demais ingredientes existentes na formulação, garantindo assim, a eficácia do cosmético.


Muitos estudos mostram os resultados positivos da nanoencapsulação de vitaminas, óleos vegetais e essenciais, polifenóis e extratos de plantas com diferentes estruturas moleculares e bioatividade fisiológica [1]. Esses ativos costumam apresentar baixa solubilidade, instabilidade, permeação reduzida e baixo tempo de retenção na pele, o que limita a aplicação tópica e pode representar um desafio para formuladores [2]. No caso dos polifenóis, os ativos costumam ser incompatíveis, sendo muito reativos e apresentando coloração escura na formulação, o que não é esteticamente desejável. Assim, a encapsulação é uma solução para estabilizar os componentes polifenólicos facilmente degradados durante o processamento e armazenamento, permitindo sua aplicação cosmecêutica. Dessa forma, a encapsulação garante estabilidade de armazenamento e melhor biodisponibilidade dérmica [1].


Os óleos não-essenciais geralmente são encapsulados para reduzir sua vulnerabilidade a oxidação associada à presença de ácidos graxos poli-insaturados. Ademais, estudos mostram o aumento da estabilidade de armazenamento de óleos vegetais e essenciais quando encapsulados e a melhora de atividades cosméticas como redução da volatilidade e citotoxicidade.


Um estudo clínico de gel contendo óleo de alecrim encapsulado em nanoestruturas lipídicas mostrou aumento significativo na hidratação e elasticidade da pele quando comparado com fórmulas contendo o óleo essencial na forma livre [1].


Outro óleo essencial beneficiado pela nanoencapsulação é o óleo essencial de Melaleuca, pois ele pode causar reações alérgicas em indivíduos predispostos, estas reações são causadas não pelo óleo em si, mas por subprodutos da reação de oxidação que ocorre pela exposição dos componentes do óleo à luz e ao oxigênio. A encapsulação do ativo, o protege da interação com os demais componentes da fórmula e com o meio, evita a oxidação, anulando seu potencial de irritação da pele e promove liberação controlada, além de ocluir o odor característico do Óleo essencial de Melaleuca, garantindo uma melhora no sensorial em formulações cosméticas [3].


As vitaminas também apresentam resultados notáveis quando encapsuladas para aplicação tópica como melhora na estabilidade, na biodisponibilidade, permeação e eficácia cosmética. A Vitamina C, por exemplo, é uma típica vitamina solúvel em água muito aplicada em dermocosméticos devido aos benefícios associados a mesma. Porém, a formulação da Vitamina C em sua forma livre apresenta diversas limitações devido a sua baixa solubilidade em gordura, baixa absorção dérmica e fácil oxidação.


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