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Mimetizando a natureza para cuidar das pessoas e do Planeta


Química verde: a preocupação com o cuidado se tornou um compromisso!


Você já ouviu falar de química verde? Se você é formulador, fabricante ou indústria, certamente pratica algum tipo de cuidado com o meio ambiente. No artigo abaixo, vamos explicar o que é a química verde e como a Nanovetores incorporou esse conceito como um dos de seus pilares.


O mês de junho traz muitos temas de comemoração e conscientização relacionados ao meio ambiente, portanto, neste mês, todos os nossos artigos serão direcionados a assuntos de sustentabilidade e biodispersabilidade, que é também, um dos 7 pilares da Nanovetores.

Nossa tecnologia inovadora não deixa resíduo, prova disso: nossa indústria reside em uma ilha, em Florianópolis. Portanto, nosso comprometimento e cuidado com a natureza e meio ambiente são praticados diariamente.


Todos os nossos produtos são projetados e produzidos em processos limpos e verdes, usando apenas água como solvente. O processo é totalmente livre de solventes orgânicos garantindo segurança e cuidado com a natureza.


Tem sido muito comentado e no momento há muita inovação verde acontecendo, não apenas em cosméticos, mas também em embalagens e outros elementos essenciais da indústria. No início da década de 90, uma nova tendência na maneira como a questão dos resíduos químicos deve ser tratada começou a tomar forma. Esta nova visão do problema, com a proposição de novas e desafiadoras soluções, considera que, fundamentalmente, é preciso buscar uma alternativa que evite ou minimize a produção de resíduos, em detrimento da preocupação exclusiva com o tratamento do resíduo no fim da linha de produção. Este novo direcionamento na questão da redução do impacto da atividade química ao ambiente é chamado de "green chemistry", química verde, ou ainda, química autossustentável.


É fundamental que as tecnologias emergentes contemplem estes anseios para serem promissoras. Frente aos problemas e preocupações ambientais, as empresas estão mais conscientes e têm mudado seus hábitos em relação à produção e desenvolvimento de produtos, principalmente adotando processos produtivos sustentáveis [1].


A crescente conscientização de empresas, indústrias e da população é imprescindível para reduzir os impactos e danos ambientais [1]. Nesse sentido, em 1990, Paul Anastase e John Warner postularam os 12 princípios da Química Verde, que são baseados na minimização ou não uso de solventes tóxicos em processos químicos e na não-geração de resíduos nesses processos [1].


A química verde envolve diretrizes e critérios que auxiliam a concepção e o desenvolvimento de produtos e processos químicos otimizados, simples, eficientes a nível molecular e, consequentemente, mais econômicos para a indústria química, aumentando sua a competitividade. Adicionalmente, visam reciclar e reaproveitar recursos e eliminar o uso e a geração de químicos tóxicos e inflamáveis, ou seja, operar com tecnologias mais seguras e pouco poluentes ao longo de todo o ciclo de vida de produção (desde a origem da matéria-prima até o fim da vida útil) [2]. Estes princípios vêm ganhando cada vez mais espaço. Há um número crescente de países que estão implantando políticas de incentivo a tecnologias verdes.


A química verde pode ser definida como o desenho, desenvolvimento e implementação de produtos químicos e processos para reduzir ou eliminar o uso ou geração de substâncias nocivas à saúde humana e ao ambiente [3].


Este conceito, que pode também ser atribuído à tecnologia limpa [3], representa a suposição de que processos químicos que geram problemas ambientais possam ser substituídos por alternativas menos poluentes ou não-poluentes. Tecnologia limpa, prevenção primária, redução na fonte, química ambientalmente benigna, ou ainda "green chemistry" são termos que surgiram para definir esta importante ideia.


Os doze princípios da química verde são:


1. Prevenção: evitar a produção do resíduo é melhor do que tratá-lo ou "limpá-lo" após sua geração.

2. Eficiência atômica: deve-se procurar desenhar metodologias sintéticas que possam maximizar a incorporação de todos os materiais de partida no produto final.

3. Síntese segura: sempre que praticável, a síntese de um produto químico deve utilizar e gerar substâncias que possuam pouca ou nenhuma toxicidade à saúde humana e ao ambiente.

4. Desenvolvimento de produtos seguros: os produtos químicos devem ser desenhados de tal modo que realizem a função desejada e ao mesmo tempo não sejam tóxicos.

5. Uso de solventes e auxiliares seguros: o uso de substâncias auxiliares (solventes, agentes de separação, secantes, etc.) precisa, sempre que possível, tornar-se desnecessário e, quando utilizadas, estas substâncias devem ser inócuas.

6. Busca pela eficiência energética: a utilização de energia pelos processos químicos precisa ser reconhecida pelos seus impactos ambientais e econômicos e deve ser minimizada. Se possível, os processos químicos devem ser conduzidos à temperatura e pressão ambientes.

7. Uso de fontes de matéria-prima renováveis: sempre que técnica e economicamente viável, a utilização de matérias-primas renováveis deve ser escolhida em detrimento de fontes não-renováveis.

8. Evitar a formação de derivados: a derivatização desnecessária (uso de grupos bloqueadores, proteção/desproteção, modificação temporária por processos físicos e químicos) deve ser minimizada ou, se possível, evitada, porque estas etapas requerem reagentes adicionais e podem gerar resíduos.

9. Catálise: reagentes catalíticos (tão seletivos quanto possível) são melhores que reagentes estequiométricos.

10. Produtos biodegradáveis: os produtos químicos precisam ser desenhados de tal modo que, ao final de sua função, se fragmentem em produtos de degradação inócuos e não persistam no ambiente.

11. Análise em tempo real para a prevenção da poluição: desenvolvimento de metodologias analíticas que viabilizem um monitoramento e controle dentro do processo, em tempo real, antes da formação de substâncias nocivas.

12. Química segura para a prevenção de acidentes: as substâncias, bem como a maneira pela qual uma substância é utilizada em um processo químico, devem ser escolhidas a fim de minimizar o potencial para acidentes químicos, incluindo vazamentos, explosões e incêndios [3].


Além da utilização da química verde como premissa dentro da área produtiva, a Nanovetores faz o desenvolvimento de nanopartículas biocompatíveis e biodegradáveis é o outro grande diferencial, com o propósito de garantir mais segurança, conforto e bem-estar para o consumidor.

REFERÊNCIAS


Texto retirado do artigo “Sustentabilidade e biodegradabilidade: mimetizando a natureza para cuidar das pessoas e do Planeta”. Autores: Dra. Betina Giehl Zanetti Ramos, Dra. Lara Martholly di Martos, Dra.Ledilege Cucco Porto, Jocelane Zoldan.


1. MARCO, B. A. de; et al .Evolution of green chemistry and its multidimensional impacts: a review. Saudi Pharmaceutical Journal, [S.L.], v. 27, n. 1, p. 1-8, jan. 2019. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.jsps.2018.07.011. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S131901641830152X. Acesso em: 14 set. 2020.


2. CLARK, J. H.; MACQUARRIE, D.J.(Ed.). Hand book of green chemistry and technology. John Wiley & Sons, p. 1-26, 2008. ISBN 978-0-632-05715-3.


3. LENARDÃO, E. J. et al. Green Chemistry: os 12 princípios da química verde e sua inserção nas atividades de ensino e pesquisa. Química Nova, [S.L.], v. 26, n. 1, p. 123-129, 21 jun. 2002.



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