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Eficácia como pilar de resultados rápidos

Ao formular um cosmético, além de superar os desafios da formulação, espera-se obter um produto eficiente, que atinja o alvo de tratamento e realize a entrega desejada pelo consumidor. Mas será que todo ativo chega ao alvo de ação e realiza o que se espera de efeito?

A pele constitui a primeira linha de defesa do organismo contra as partículas exógenas, bem como a última barreira que separa o organismo do seu ambiente hostil de agentes patogênicos e tóxicos. A pele oferece assim, naturalmente, uma baixa permeabilidade e elevada resistência ao movimento de moléculas estranhas (Karande & Mitragotri, 2009; Landmann, 1988, Madison, 2003) sendo, por isso, difícil de penetrar. Além disso, a permeabilidade da pele pode ser influenciada por inúmeros fatores fisiológicos, como a idade, etnia, local anatómico, sexo e algumas patologias. [1]


A barreira cutânea, também conhecida como mantohidrolipídico, protege a epiderme (camada mais externa da pele), a derme e a hipoderme. Os compartimentos anexos da pele, como os folículos pilosos, as unhas, as glândulas sebáceas e sudoríparas também ajudam na proteção da pele.


Pela maior compreensão da estrutura da pele e suas funções na absorção cutânea, a associação de novos tensoativos sintéticos em produtos cosméticospassaram a sercada vez mais utilizadas na indústria cosmética [3]. Porém, a eficácia destes continuava a ser um grande desafio, pois as emulsões melhoram o sensorial dos produtos, mas os ativos aplicados em sua forma livre continuavam a ter as mesmas limitações de sempre.Surge então, a nanotecnologia como uma solução que quebra paradigmas por resolver limitações farmacotécnicas clássicas de muitos ativos cosméticos.