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DESCUBRA COMO USAR O CONTROLE MORFOLÓGICO PARA AUMENTAR A PERMEAÇÃO DO COSMÉTICO.


Você já ouviu falar que o controle morfológico e nanopartículas compatíveis proporcionam máxima eficácia e resultados rápidos. Nesse artigo, entenda como esse controle funciona e não hesite em entrar em contato conosco para testar nossos ativos em sua formulação e conhecer o diferencial que é utilizar ativos nanoencapsulados.


O tamanho e a carga superficial das nanopartículas influenciam na eficiência da aplicação tópica de dermocosméticos. As nanopartículas que protegem os ingredientes ativos encapsulados possuem uma carga superficial, fundamental para a adesão das mesmas à pele, cabelo e unhas e um tamanho adequado para a aplicação pretendida, essencial para uma permeação eficaz do ativo, afinal, garantir que o ativo permeie e seja absorvido no local apropriado é outra garantia de eficácia no uso de cosméticos.


A nanotecnologia permite o controle da carga superficial, que garante estabilidade às nanopartículas, o que se torna um diferencial na formulação cosmética, já que muitos ativos, ao serem incorporados aos demais, podem apresentar incompatibilidade, dificultando a estabilidade e a uniformidade do produto final. Já com as nanopartículas com o tamanho ideal esse problema é resolvido proporcionando ainda, máxima performance do ingrediente ativo.


Mas afinal, o que é a carga superficial e o controle morfológico?


Praticamente todas as nanopartículas têm uma carga em sua superfície e quando há um campo elétrico (cargas positivas e negativas), elas tendem a se mover de um lugar para outro devido à interação de cargas [1], isto é, se a carga na superfície da nanopartícula é positiva, ela se moverá até a carga negativa de outra superfície (o cabelo e a pele, por exemplo).


Para descobrir a carga elétrica da partícula, é utilizado o Potencial Zeta, que está relacionado com a estabilidade da nanopartícula. A densidade da carga superficial também é uma característica associada à estabilidade do sistema coloidal e à performance in vivo das partículas [2].


Pensando em ingredientes cosméticos, o uso de nanopartículas com carga superficial é excelente para permeação dos ativos na pele e no cabelo, que têm carga superficial negativa devido aos resíduos de carga negativos das proteínas [3]. Dessa forma, nanopartículas com carga positiva são utilizadas para aderir melhor à pele e ao cabelo, lembra-se do ditado “os opostos se atraem”? É isso mesmo, as cargas opostas para viabilizam a fixação do ativo no local desejado.


E a nanotecnologia utilizada para encapsulação dos ingredientes ativos proporciona esse controle da carga superficial das nanopartículas para melhor performance do ingrediente. O tamanho, por sua vez, é um fator determinante na permeação das nanopartículas no estrato córneo [4]. Quanto menor o tamanho da partícula, maior a área de superfície de contato e mais eficiente a absorção do ativo na pele [5].


O tamanho das partículas pode ser monitorado por espalhamento de luz (DLS) ou por microscopia eletrônica (MEV/MET). Tal monitoramento é importante para garantir que as nanopartículas atinjam o alvo desejado e não cheguem à circulação sistêmica. Além disso, é fundamental que cada ingrediente ativo seja encapsulado com a partícula apropriada, de acordo com as com propriedades físico-químicas e com a superfície em que será aplicado.

Nos próximos artigos do blog, vamos mostrar um pouco mais sobre como o controle da carga superficial e o tamanho das nanopartículas são fatores influentes na performance dos ingredientes ativos.


Através de investigação científica, testes e com o exemplo de alguns dos nossos produtos evidenciou-se a importante função da carga superficial da tamanho na aderência e permeação das nanopartículas às “superfícies corporais” (pele, cabelo, unhas).


Fique atento aos conteúdos que serão disponibilizados nas próximas semanas e entenda melhor como nossos ativos podem ser um diferencial no seu cosmético.

Referências


Texto baseado no artigo: Controle Morfológico: nanopartículas compatíveis para máxima eficácia e resultados. Autoras: Dra. Betina Giehl Zanetti Ramosa, Dra. Lara Martholly di Martosb, Dra.Ledilege Cucco Portoc, Jocelane Zoldanda.


1. RAMESH, V.; et al. Methods for Characterizing Nanoparticles. In: KARTHIK, L. et al. Biological Synthesis of Nanoparticles and Their Applications.[S.L.]: Crc Press, 2020. p. 1-284.


2. BADRI, W.; et al. Elaboration of Nanoparticles Containing Indomethacin: argan oil for transdermal local and cosmetic application. Journal Of Nanomaterials, [S.L.], p. 1-9, 2015. Hindawi Limited. http://dx.doi.org/10.1155/2015/935439.


3. SAKAMOTO, K.; et al. Cosmetic Science and Technology: theoretical principles and applications. [S.I.]: Elsevier Inc., 2017. 813 p.


4. FILON, F.L.;et al. Nanoparticles skin absorption: new aspects for a safety profile evaluation. Regulatory Toxicology And Pharmacology, [S.L.], v. 72, n. 2, p. 310-322, jul. 2015. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.yrtph.2015.05.005.


5. CLARES, B.;et al. Nanoemulsions (NEs), liposomes (LPs) and solid lipid nanoparticles (SLNs) for retinyl palmitate: effect on skin permeation. International Journal Of Pharmaceutics, [S.L.], v. 473, n. 1-2, p. 591-598, out. 2014. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.ijpharm.2014.08.001.